quinta-feira, 30 de julho de 2015

Ora obscurecido, ora translúcido.

O problema da manhã é que ela torna tudo evidente, lúcido, transparente em excesso. Durante o dia encontramos tudo o que a há. Durante o sono perdemos as proteções que construímos ao redor do ego. O inconsciente, por meio dos sonhos, se comunica com aquele e deixa-o atento ao que, de fato, é. Acordamos e nos deparamos com a crudeza do renascimento, que nesse ponto torna tudo estrangeiro, uma vez que a psique, ao longo do ser, é saturada (quando é) de consciência do culminar, e não apenas isso, do almejar a tarde.

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