Libertas philosophica
O direito de pensar, sonhar e filosofar. - Giordano Bruno.
terça-feira, 8 de setembro de 2026
tempo
cada palavra me lembra
que o que eu tenho é
muito mais do que o que falta
que o que é doce é
muito mais do que o que amarga
a boca seca do passado
que desacreditou do meu presente
que ainda assim chegou
pra me lembrar
que tempo é rei,
que te governa
feito tirano
dita teus caminhos
sempre atados ao que um dia tu já foi
e feito flecha
direcionados por cada escolha (tua?)
rumo a outro presente
que não se importa
com antes nem com depois
"rei não há,
já que não há tempo"
brinca o movimento
te persuadindo
te convencendo
a fluir como flui rio
até você perceber
que se nada tem
nada te falta
só te sobra ser, humano
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Carta ao Douglas menino
Oi, Douglas. Eu sou o Douglas, e você também.
mas eu sou você daqui a muito tempo.
Eu sei que aí, nos anos 90, tudo vai parecer
"normal".
"Engole o choro", "Homem não chora", "Mulher é tudo igual".
Banheira do Gugu no almoço em família
Os cara bêbado desenrolando
as mina na função trabalhando
Tiazinha semi-nua na figurinha do chiclete.
É vagabunda, puta, piranha, viadinho, bichinha, baitola.
Brincar sem roupa com a amiguinha? Tá tudo bem.
Com o amiguinho, cê vai pro inferno!
Quase ninguém te ensinou a ser gente, menino.
Te ensinaram a ser homem
mais ou menos.
Mais o homem do contrato social
Menos o homem que você poderia ser.
Esse até hoje, mais de 20 anos depois de onde você tá agora, eu não sei bem quem é.
É 2026, e o mundo tá acabando, de novo,
mas o Sol que brilha hoje ainda é o mesmo Sol que brilhou em você
apesar de todos, quando você tentava entender o que tinha de tão errado
que parecia que ninguém gostava de você.
Quando você tava aprendendo a esconder tudo que te fazia gente
emoções, sentimentos, lágrimas, sofrimento.
Te ensinaram a se odiar, parceiro.
E, por consequência, a odiar tudo fora de você.
Ainda que de modo velado.
(Fórmula nada secreta da pílula vermelha)
mas espera com paciência escondido em silêncio.
Te ensinaram a odiar mulheres que não são as mulheres da figurinha de chiclete,
que não são as que figuravam em cada outdoor, que não são as que pegavam sabonete da banheira do Gugu, que não são as putas que você ouviu falar na escola.
Te ensinaram a odiar homens, porque por eles você só queria ser aceito.
Homoafetividade velada.
E não importa o quanto você tentou não odiar os outros,
você se odeia, e o outro, por ser espelho, se torna o inferno.
essa programação tá enterrada kilometros abaixo das camadas que você consegue perceber.
Hoje, criança interior, mesmo vendo com mais clareza,
ainda me perco na incerteza, de como apenas ser o que sou.
Já vivi 37 anos e ainda tô aprendendo a não engolir o choro. Ainda não consigo fazer isso na frente de ninguém; ainda escondo o rosto com as mãos para que as lágrimas sejam contidas.
Ainda tô aprendendo a não ter ódio de mim.
Eu que muito erro e muito acerto, me sinto vivendo numa corda bamba entre esses dois,
tentando encontrar o limiar entre o que eu entendo e o que meu inconsciente cansou de guardar.
Vem pra superfície, pequeno Douglas, ninguém mais vai te machucar.
Hoje não tem mais bullying na escola: agora, é você que pratica bullying com você mesmo.
Mas, eu tenho fé, que com isso a gente pode parar.
Douglas, cuidado, esse homem que tão tentando fazer você se tornar não sabe chorar.
Ele acha que é forte, mas a máquina do capital neocolonial subverteu o que é força. Te fizeram achar que é pouco se expressar, que é jogar todas as suas emoções num grande armário de plástico, que é gastar. Só não te falaram que emoção é quente, sentimento é denso, e o armário, mais cedo ou mais tarde, vai derreter, vai quebrar.
E quando o homem cai do armário quebrado, ele destrói tudo que estiver ao seu redor.
Ele tem tanto ódio de si mesmo, que tudo vira um grande espelho, e é preciso sorte para conseguir quebrar esse espelho sem atravessar ele e ir parar do outro lado, sem volta.
Porque do outro lado habita o fim,
Habita o fim das possibilidades. Habita a agressão à mina que te acompanha, habita o abuso, o assédio.
Habita o horizonte de eventos que, tal qual com o buraco negro, não tem passagem de volta, apenas de ida rumo à tua desfragmentação, à mais absoluta remoção de fazer algo diferente. Habita o fim.
Tudo porque não te ensinaram a ser gente,
te fizeram achar que era máquina,
te vendaram os olhos e te extirparam do que é
Ser
Humano.
Ver gente antes de ver mulher e homem.
Ver acolhimento antes de ver competição.
Acolher antes de validar.
Se é preciso validação, é porque faltou acolhimento.
Se há ódio, é porque faltou amor.
Se há desejo, há falta.
Infeliz ou felizmente, criança das sombras de mim,
você não vai ter muitas escolhas tão cedo,
mas quando perceber que pode ser teu próprio guia,
caminha em direção à luz.
mas não esquece que ela tá longe,
que é trabalhoso andar,
que o caminho é imenso,
e que no meio dele você vai acabar olhando pra trás,
e aí você vai ter duas opções:
correr de volta em direção à própria sombra,
que encolhe o caminho pelo qual você já passou,
que te olha com olhos sangrando e te lembra
que nela é mais fácil viver,
mas ela mente, e não é por ser ruim, não
mas por ser a representação última do medo que te habita.
A outra opção é lembrar quando olhar pra trás a identificar os padrões que te fizeram sofrer, encarar eles no fundo dos olhos bem abertos e não reagir, aí eles vão perceber que são besta e vão parar de te perseguir.
Igual quando você tá andando na rua
e um cachorro brabo resolver ir atrás de você
Se correr, fudeu.
Se olhar por um momento e só olhar,
ele é quem vai ter de medo de você e do que você tá se tornando.
Enfim, se eu puder te dar um conselho, versão ainda inocente de mim, com tudo pra viver e se deleitar e sofrer, é o seguinte:
CHORA!
Porque chorar é expurgar da carne o que nela não deve habitar.
Você vai esquecer disso várias vezes no caminho,
mas essa verdade reside em ti desde que a luz te recebeu no seu nascimento.
No princípio, veio o choro, e é só por causa dele que você começou a respirar.
É com ele que você lembra o que é ser humano,
ele que é o abrir mão completamente do controle, ele é se entregar, se render, ainda que só por um momento.
Sem ele, você é um vulcão contendo a própria erupção.
Lágrima contida vira fogo interno,
e não o tipo de fogo bom, que dá vida, que purifica,
mas o que queima e dói no fundo da alma,
e vulcão que contém erupção explode
e acaba com tudo ao seu redor.
Eu te amo, parceiro interno, ou tô aprendendo a te amar.
quinta-feira, 12 de março de 2026
te olhar é meio que assim
te olhar é ficar pasmo
é o contrário de pensar
é querer mais
ir te conhecendo
sem nunca te conhecer completamente
te olhar é meio que
vamos
sem saber pra onde
é meio que entender que tem coisa que eu não entendo
perceber que se permitir sentir pode ser bom
suave
tipo olhar dentro do teu olho
te olhar é
vontade
de você
de ir passando linha por linha
sem saber onde vai chegando a próxima ideia
te olhar é como que fluir pro presente
é tipo meditação
na intenção de chegar onde for pra chegar
é não julgar
aceitar
que é o mesmo que amar
perceber que é possível sentir isso tudo e não me perder de mim
é bagunçar
mas uma bagunça boa
quando a gente tá cuidando de si
é tipo dia quente de verão com sombra pra ficar e brisa pra tirar
a bagunça não é de se perder de si
mas de rio que começa a fluir forte depois de um dia de chuva,
bagunça de cozinha depois de janta
de quarto depois da gente
de folha navegando a grama com o vento
se fosse só o olhar
tem também te beijar
te beijar é respirar depois de afundar
falta ar
cheio de clichezinho
besta
baguncinha boa nessa mente que já viveu e já morreu um tanto
pra entender que viver,
como bem canta Gaia Piá
"é tá sempre pronto pra partir"
e isso é tão preciso que assusta
aí a gente olha de novo e vê
que além de ir embora
partir também é chegar
é rompimento, quebra
desfazimento de coisa passada
saber que a vida faz da gente o que ela quer
e aí ela dá querer pra gente lidar também
dá vontade de passar um dia todo com você no sofá
esquecer que tem um mundo lá fora
de viver.
não te quero pra sempre
nem a vida quero pra sempre
te quero enquanto a gente se quiser
e depois sigo andando
não em busca
mas em aceitação
de viver o que a vida é
não o que eu acho que ela devia ser.
o que eu acho vale é pouco
o que eu sinto vale é tudo
te olhar é ficar meio besta assim
é meio que
sentir
sem pesar.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Joshua Poetry - tradução > Culpado pela própria dor
Por que me sinto tão culpado sobre minha própria dor?
Como se eu tivesse quebrado a mim mesmo e não merecesse ajuda
Porque, mano,
eu tenho um monte de responsabilidades, obrigações, preciso trabalhar,
eu não tenho muito tempo pra sentir minha dor.
mas mesmo que eu tivesse, e se não for o suficiente?
E se o que quase me matou não é tão ruim quanto o que outras pessoas passam?
Metade do mundo tá chorando, queimando, doente e morrendo,
e eu falo, a vida é embaçada,
Não, eu não mereço sentir minhas dores...
eu não tô quebrado o suficiente.
MAS QUE IDEIA DE MERDA É ESSA?!
Eu tô justificando a dor, dividindo ela em diferentes partes da minha mente,
"ah, isso que eu passei não é tão ruim
É provavelmente minha culpa que eu me sinta assim..."
....
Não me surpreende que por conta disso eu me odeie, que eu sinta ódio de mim
porque eu tô carregando toda essa dor
e não me é permitido curá-la
por que quão egoísta da minha parte seria sentir a minha própria dor?
E eu não quero que ela pare de doer
Eu só quero que comece.
Eu quero SENTIR A DOR
eu quero sentir porque isso é HUMANO.
eu quero sentir isso porque isso sou eu
eu quero sentir minhas dores sem sentir culpa
mas
como eu faço isso?
como eu faço isso?
como eu faço isso....
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
2052
se você acha que o capitalismo começou quando o feudalismo acabou,
se enganou.
aquele sistema apenas se adaptou,
(como consequência ou como negligência? teleologia ou história?)
sagaz.
quem manda e quem obedece ainda é a mesma gente,
voraz.
se você pensa que a escravidão terminou,
olha de novo,
presta atenção,
não foi por humanidade, compaixão,
que as correntes que prendiam teus antepassados se abriram.
é mais fácil te escravizar se a tua prisão é invisível,
violenta mas sutil,
mascarada de liberdade.
"liberdade é escravidão,
guerra é paz,
ignorância é força"
e, não por acaso,
liberdade se tornou escravidão
guerra se tornou paz
ignorância se tornou força
a matrix é real
simulações e simulacros
mas é pautada em linguagem
signos, significantes e significados,
trabalhados em prol da distorção de cada expressão
com o objetivo de te distanciar dos teus irmãos.
no mundo da pós-verdade
dentro da mesma língua brasileira
liberdade, pátria, progresso, Brasil, bandeira,
foram tomados de assalto
pela elite que te consome
e foram travestidos dos seus opostos.
e agora
ninguém mais se entende, irmão.
é tipo infecção
e a cura é a educação real
porque, cuidado,
até ela foi rebaixada ao status de utilitária.
te fazer achar que tua escravidão é liberdade
torna bem mais fácil te dominar.
se liberdade é liberdade de consumo
então não passamos de um câncer que corrói a pele que habita
mão-de-obra assalariada,
cansada,
inutilizada,
na história também
nada se perde e nada se cria, tudo se transforma.
que sejamos aproximadores
não detentores de verdades absolutas
que aprendamos a nos reconectar
com os lados com os quais não sabemos lidar
de nós e do outro.
sonho distante?
não sei
mas aprendi com o Jhon que não sou o único sonhador
domingo, 9 de novembro de 2025
Xadrez
A gente podia tá unido!
Tamo aqui lado a lado,
mas não confunde:
estar do lado de alguém não é sinônimo de caminhar junto
A gente podia ter vencido!
mas se quebrou no próprio reflexo
num espelho sujo
de um banheiro inóspito
com a boca cheio de ego
quis brilhar como estrela
brilhou como fogueira
que leva embora tudo o que não serve mais.
sonhos carbonizados de um passado ainda presente.
ausente.
de potência pra mudança real
decadente
ideia que faz parte de uma moral
sem moral
sem nem perceber a gente tava tudo fazendo igual.
Quando a educação não é libertadora,
Freire,
o sonho do oprimido é se tornar um grande otário.
Vai com calma com a tua dor
ela dói e num vai deixar de doer
tu é produto da tua história
fruto da memória dos dias que não vivemos mais.
mas tu é também o precursor do futuro que te espera.
a partir do presente que te afoga
nesse mar de eu, eu, eu, eu.
EU
EU
eu
EU, EUeueueueu
Eu cansei de me afogar em eu.
Me isolei, atormentei, fermentei tanta ideia
sem deleite de nenhuma plateia
Eu que tenho o mesmo sangue que tu.
Eu que lembro que quem fazia parecer que branco era uma coisa e preto era outra
cada vez mais passa vergonha
não aos olhos do público
mas da memória
que nunca vai esquecer
o que já dizia o professor:
"um branco e um preto unidos, resposta que cala o ridículo".
Vai com calma com a tua dor
ela dói e não vai deixar de doer
até você entender
que junto a gente caminha
ou vamos continuar a perder.
a fé
a paciência
a sanidade
a alma
a vida
pra um sistema que te quer
SE PA RADO
ainda que perto
SE GRE GA DO
ainda que lado a lado
DO MI NA DO
direita e esquerda
pensamento
CO LO NI ZA DO
nos tornamos o que não queremos
viramos progressistas e republicanos
organizaram nosso ódio
pra ser destilado entre nós
porque eles tão bem longe daqui
a história te pariu, te moldou,
e se tu não olhar pra ela
não vai saber de onde tá vindo
pra executar o que precisa
pra se libertar do que nunca te pertenceu
aprendemos bem a arte de seguir a metrópole
ensinaram
na sagacidade sutil
do controle absoluto.
controle de mídia, poluição mental,
saiu na TV, no jornal, agora na tela na sua cara te deixando sem opção
coação
coagidos
te fizeram focar na tragédia
e esquecer que o outro lado dela é a comédia
de viver em um mundo de lados e debates múltiplos
mas não fragmentados
que deviam costurar um no outro os elementos que faltam em si mesmos.
esquerda burra que de minúcia em minúcia só vai ficando mais impotente.
distante
da luta de reaproximação
do reestabelecimento de diálogo
de entender como acreditar na gente.
de como era logo antes de 1964,
não era ideal não, irmão
mas era o Brasil pensando no Brasil
com a víbora norte-americana sondando
esperando o momento de atacar com precisão
desmontar
recriar
com a cara deles.
e a tua cara no chão, lambendo bota
contando nota
achando que é fodão.
e desmontaram, e recriaram.
e hoje tu é produto de quem te consome
te devora em banquete de terno e gravato
com tua cabeça numa bandeja
dissolvido, retraído, esquecido, cansado, deprimido, com medo,
é assim que quem detém os teus grilhões te quer
dividido, confuso e esquecido.
o caminho do meio existe
e ele não é o centro.
certamente não é pacífico
muito menos enfeitado de acerto
nem nome ele tem
não é terceira via, nem quarta, nem quinta
mas definitivamente num é a primeira nem a segunda
servem a real interesse social nenhum.
servem, sim, à manutenção do teu cansaço
servem para evitar revolução
tudo
blindado.
o que já foi possibilidade não é mais
e o que vai ser depende de entender
conjuntura, sociedade e estrutura,
pra buscar outros caminhos
antes que o caminho acabe.
é erro atrás de erro,
até a gente entender
que é de gente que a gente se faz
e a gente é falho
e a gente falha
a gente erra
mas a gente corre atrás de entender.
e enquanto não entender
segue errando,
mas fazendo
até quem sabe um dia perceber.
________________________________________
Versão Slam:
A gente podia tá unido!
Tamo aqui, lado a lado,
mas não confunde
A gente podia ter vencido!
mas se quebrou no próprio reflexo
com a boca cheia de ego
quis brilhar como estrela
brilhou como lenha usada na fogueira
repetindo os mesmos erros de um presente
ausente.
de potência pra mudança real
decadente
ideia que faz parte de uma moral
sem moral
sem nem perceber a gente tava tudo fazendo igual.
Quando a educação não é libertadora,
Freire,
o sonho do oprimido é se tornar um grande otário.
Vai com calma com a tua dor
ela dói e num vai deixar de doer
tu é produto da tua história
fruto da memória dos dias que não vivemos mais.
mas tu é também o precursor do futuro que te espera.
a partir do presente que te afoga
nesse mar de eu
Eu cansei de me afogar em eu.
Me isolei, atormentei, fermentei tanta ideia
sem deleite de nenhuma plateia
Eu que tenho o mesmo sangue que tu.
Eu que lembro que quem fazia parecer que branco era uma coisa e preto era outra
cada vez mais passa vergonha
não aos olhos do público
mas da memória
que nunca vai esquecer
o que já dizia o professor:
"um branco e um preto unidos, resposta que cala o ridículo".
entende
junto a gente caminha
ou vamos continuar a perder.
a fé
a sanidade
a vida
pra um sistema que te quer
SE PA RADO
ainda que perto
SE GRE GA DO
ainda que lado a lado
DO MI NA DO
direita e esquerda
pensamento
CO LO NI ZA DO
progressistas e republicanos
americanos
não latinos
organizaram nosso ódio
pra ser destilado entre nós
porque eles tão bem longe daqui
a história que te pariu, te moldou,
e se tu não olhar pra ela
não vai saber de onde tá vindo
pra executar o que precisa
pra se libertar do que nunca te pertenceu
aprendemos bem a arte de seguir a metrópole
ensinaram
na sagacidade sutil
do controle absoluto.
controle de mídia, poluição mental,
saiu na TV, no jornal, agora na tela na sua cara te deixando sem opção
coação
coagidos
te fizeram focar na tragédia
e esquecer que o outro lado dela é a comédia
de viver em um mundo de lados e debates múltiplos
mas não fragmentados
que deviam costurar um no outro os elementos que faltam em si mesmos.
esquerda burra que de minúcia em minúcia só vai ficando mais impotente.
distante
da luta de reaproximação
do reestabelecimento de diálogo
de entender como acreditar na gente.
de como era logo antes de 1964,
não era ideal não, irmão
mas era o Brasil pensando no Brasil
com a víbora norte-americana sondando
esperando o momento de atacar com precisão
desmontar
recriar
com a cara deles.
e a tua cara no chão, lambendo bota
contando nota
achando que é fodão.
dissolvido, retraído, esquecido, cansado, deprimido, com medo,
é assim que quem detém os teus grilhões te quer
dividido, confuso e esquecido.
tá tudo
blindado.
o que já foi possibilidade não é mais
e o que vai ser depende de entender
conjuntura, sociedade e estrutura,
pra buscar outros caminhos
antes que o caminho acabe.
domingo, 5 de outubro de 2025
dor
tempo
cada palavra me lembra que o que eu tenho é muito mais do que o que falta que o que é doce é muito mais do que o que amarga a boca seca...
-
A claridade que passava pelas janelas era excessiva. A luz, onda e partícula, era parte do todo, entretanto era muito escuro naquele lugar....
-
Oi, Douglas. Eu sou o Douglas, e você também. mas eu sou você daqui a muito tempo. Eu sei que aí, nos anos 90, tudo vai parecer "norma...
-
te olhar é ficar pasmo é o contrário de pensar é querer mais ir te conhecendo sem nunca te conhecer completamente te olhar é meio que vamos ...