terça-feira, 22 de setembro de 2026

ao fim!

quem diria
             distopia
         outra crise           
"essa que deve ser a derradeira"
                        ouvi por aí 
                (time and time again)
a pequena morte
de um estado que se dizia unido
mas tanto se separou
que se perdeu
fim de império vem
       (ao fim!)
mais como fim de noite 
do que como fim de história 
parece que nada muda
e de repente já não é mais 
humano que tanto acabou
quase esqueceu que 
sempre nasceu 
de novo
não melhor 
diferente só 
tipo página em branco
de caderno cheio
de linha torta
pronta pra receber história nova.

sábado, 19 de setembro de 2026

de palavra a tela

pintar de palavra a tela
pra ver
com tinta cor de mar profundo
ou céu azul
pincel de pensamento
que nem sempre rima
em traço nem sempre firme
mas que aos poucos deixa evidente
a imagem que vem à luz
dependente
sem significado 
até você observar 
e tudo se tornar cor e som
mas nem sempre.
só vai saber 
quem sabe(?)

terça-feira, 8 de setembro de 2026

tempo



cada palavra me lembra
que o que eu tenho é
muito mais do que o que falta
que o que é doce é
muito mais do que o que amarga
a boca seca do passado
que desacreditou do meu presente
que ainda assim chegou
pra me lembrar
que tempo é rei,
que te governa
feito tirano
dita teus caminhos
sempre atados ao que um dia tu já foi
e feito flecha
direcionados por cada escolha (tua?)
rumo a outro presente
que não se importa
com antes nem com depois
"rei não há,
já que não há tempo"
brinca o movimento
te persuadindo
te convencendo
a fluir como flui rio
até você perceber
que se nada tem
nada te falta
só te sobra ser, humano



Brasil por quem

essa tua língua brasileira esse teu jeito cheio de afeto de ser esse abraço sincero em desconhecido dividindo cerveja no bar em copo pequeno...