terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sobre 'amor' e 'paixão'

Eis aí uma das questões mais confusas e mal resolvidas de todos os tempos. Dois termos que para muitos se assemelham, mas que, para mim, são tão opostos mas convivem com tanta harmonia quanto o 'bem' e o 'mal' (analogia perigosa, eu sei).

Um tema 'polêmico', que por si só é tratado longe dos domínios da racionalidade, e é por demais banalizado. E nesse post vou ser o mais espontâneo que conseguir, sem referências, a não ser minha experiência pessoal e literária, se quiser contrapor, sinta-se a vontade, é apenas a minha opinião escrita em sessenta minutos.

Aí vai:

Um dia Camões resolveu escrever um poema, e colocou em versos que 'amor é fogo que arde'. Mas não é bem assim. Pode parecer bonitinho e romantizado, mas fogo e ardor não combinam com amor, e a rima não foi proposital. Irei esclarecer tal afirmação adiante.


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A paixão sim, arde e queima, machuca e nos deixa desorientados, confusos. Quem está apaixonado está sujeito a cometer loucuras, esquecer de si mesmo e se dedicar exclusivamente a um objeto alheio. A paixão é perigosa, instável, irracional demais. É um termo que hesitei escrever sobre, devido ao alto grau de 'cafonice' a que vem sendo sujeita, na mídia principalmente, pois a partir daí toda a massa burra adere e passa a se apaixonar a todo momento, mas não faz a menor ideia do que isto significa. A paixão tem muito mais haver com sexo do que o amor, mas o sexo da forma como evoluiu para ser feito, exclusivamente de forma instintiva, assim como a paixão.

O engraçado é que quando eu penso no termo 'paixão', a imagem que me vem na cabeça é de uma cena de novela mexicana onde aparece um cara com um bigode enorme e uma cara de 'mamãe sou sexy', tipo isso:



Não me agrada nem um pouco ter essa imagem na cabeça, haha, mas esse assunto tem sido tão banalizado, e realmente se tornou tão 'cafona' e antiquado quanto um cara desses olhando para sua filha e falando: "Te quiero puta." (Só pra constar, gosto muito de Rammstein, e a relação que você fez da frase que eu coloquei ali com eles, é a mesma que eu faço de 'paixão' com o cara da foto ali entende? Não é uma questão da realidade em si, mas da relação social entre 'imagem acústica' e 'objeto' .-.) O mundo tem sido banalizado, a música, a cultura, mas vou me ater aos dois conceitos que propus no título.

Concluindo sobre paixão: Paixão é fogo que arde. Irracional, instável e passageira.

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O amor, nesse quando penso, logo me vem a imagem dos frustrados poetas ultra-românticos na mente, que idealizavam tudo, demais, e se acabavam em nada. O que não reflete o que realmente penso sobre isso. Para mim, amor é o que eu sinto por mim mesmo, pelo meus bons pai, mãe e irmão; alguns parentes e alguns amigos muito próximos; As coisas belas no mundo, o amor que sinto pela vida, que tenho vontade de contemplar a todo tempo; O que eu sinto por mim mesmo (e por tudo isso) é calmo, é constante, é racional e jamais vai se acabar; É belo mas não é ingênuo e tolo como visto por aí. É o mais belo! O amor me mantém vivo, requer tempo e quando se estabelece jamais se vai. Sou deveras realista e procuro me manter longe de decepções desnecessárias, a paixão tem o poder de machucar porque é iniciante, a paixão pode evoluir para o amor (agora estou falando de amor homem x mulher, ou homem x homem, mulher x mulher, depende de você, eu fico com o homem x mulher) mas raramente o faz, muito menos nos dias de hoje, onde o imediatismo e a insegurança impossibilitam o cultivo de relações mais próximas e mais reais. Só se vê por aí mulheres 'apaixonadas' por contos de fada procurando um príncipe encantado para viverem felizes para sempre - a moda do momento é toda jovem adolescente procurando um 'Edward' (do Crepúsculo, pra quem não captou) que é vampiro (já que é a moda teen do momento, pff) virgem, cavalheiro e... brilha no sol?! Ok, resta saber se ele não é gay, nada contra, mas ia acabar com a esperanças das jovenzinhas apaixonadas, e de um cara que brilha no sol, espero tudo. E são historinhas como essas, de uma moral completamente falha, que confundem e frustram os sentimentos de gerações que buscam desesperadamente qualquer resquício de sentido que a vida não tem pra dar, e acham que o encontraram em se agarrar a um ideal dos mais tolos: O amor eterno de um ser perfeito. Nãããããão, tá tudo errado, a adolescência de hoje ouve funk carioca e confunde amor com sexo casual. Sexo e amor não tem relação, funcionam bem juntos, claro, mas não se relacionam inicialmente, uma trepada não vai fazer você descobrir o seu amor, eu lamento (o mesmo vale para o acreditar em amor à primeira vista: o que você sente é atração, você pode se envolver com a pessoa e até chegar a amá-la, mas não vai ser culpa do 'amor à primeira vista, pff).

Acho que deu pra pegar a ideia de 'amor' que quero passar, não especifico o amor 'fraterno' ou 'carnal'. Vejo o amor como único para toda situação, o amor que você pode sentir por uma parceira sexual, é o mesmo que vai sentir por um amigo, mas com o amigo você não faz sexo, apenas, e, gente, vamos parar de endeusar o sexo, por favor. Sexo é necessário para a perpetuação da espécie e tem inúmeros benefícios para o corpo e mente, e podemos muito bem fazer sexo com a mesma pessoa por toda uma vida, ou não, é questão de escolha, quem pensar que não nasceu pra ser monogâmico que seja poligâmico. Sei que o ser humano, como animal, não nasceu para a monogamia, principalmente o homem, e isso são apenas fatores biológicos; mas nos desenvolvemos a um ponto, onde existem seres com mais, ou menos, capacidade para a poli ou monogamia, então, é tudo muito relativo, e não tô afim de citar fontes ou referência, se quiser verificar a veracidade das minhas informações, se vire, dica: filosofia, biologia, psicologia, antropologia.

É difícil falar de amor sem falar de sexo quando se trata de dois seres que se 'escolhem' para o ato social denominado 'namoro' (outro termo que evito, pela banalização novamente). Mas isso acontece apenas pela confusão feita entre 'amor' e 'paixão' que tento esclarecer neste post.

Claro, se uma visão como a que apresentei fosse a que vingasse, as coisas provavelmente dariam mais certo, mas os filmes e novelas sobre amor não seriam mais tão bonitinhos e emocionantes... e devem?

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Gosto deste tema, pois é um dos muitos que faz o ser humano parecer ridículo e pequeno, como de fato é. São inúmeros os que fazem besteiras sem fim por aí apenas por não pensar um pouco, por sacrificar a verdade em prol do imediatismo. Paciência, persistência e silêncio, se o homem de hoje começasse a pensar mais nessas três virtudes, 'amor' e 'paixão' poderiam ser temas mais bem resolvidos do que são.

Há muito a ser dito sobre isso ainda, mas fico por aqui e deixo um conselho: Vampiros que brilham no sol não merecem confiança, ok? Abraços (:

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Não há Deus

Agora pare de se preocupar e aproveite sua vida.

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É, às vezes as coisas podem ser mais simples.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Eu lírico

"Não tenho dinheiro, nem recursos, nem esperanças. Sou o mais feliz dos homens vivos. Há um ano, há seis meses, eu pensava ser um artista. Não penso mais nisso. Eu sou. Tudo quanto era literatura se desprendeu de mim. Não há mais livros a escrever, graças a Deus.
E isto então? Isto não é um livro. Isso é injúria, calúnia, difamação de caráter. Isto não é um livro, no sentido comum da palavra. Não, isto é um prolongado insulto, uma cusparada na cara da Arte, um pontapé no traseiro de Deus, do Homem, do Destino, do Tempo, do Amor, da Beleza... e do que mais quiserem. Vou cantar para você, um pouco desafinado talvez, mas vou cantar. Cantarei enquanto você coaxa, dançarei sobre o seu cadáver sujo...
Para cantar é preciso primeiro abrir a boca. É preciso ter um par de pulmões e um pouco de conhecimento de música. Não é necessário ter harmônica ou violão. O essencial é querer cantar. Isto é portanto, uma canção. Eu estou cantando."

- MILLER, Henry. Trópico de Câncer Pg. 07-08.

"I walk alone, I was born unknown, I die alone."

Quem me move sou eu

Olho para meu lado direito e vejo você, sorridente, com seus lindos olhos azuis, parada olhando o céu e se sentindo feliz. Olho para meu lado esquerdo e não vejo ninguém, mas há um espelho que reflete o meu rosto que não aprova, e isso eu amo.



Ser
mais que
aquilo que sempre fui.



Me move.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Filosofar com o vazio


A filosofia nos leva a lugar nenhum. O ato de filosofar, imparcial e verdadeiro não encontrará nada senão o vazio absoluto. O caos reinante de forma pura e bela, cruel e indiferente para nossos olhos por demais humanos. Não ser um indivíduo otimista não significa se voltar ao pessimismo e à melancolia deste, a imparcialidade nos leva ao real, à experiência que leva em conta a natureza em sua forma crua e caótica, com padrões despropositados aos quais sempre tentamos dar forma. Hoje é possível perceber que a essência é vazia e depende da existência, e não seria possível ver além. Toda e qualquer hipótese criada para explicar fenômenos além da esfera humana são palpites sem qualquer fundamento ou evidência, que se prostram sob justificativas que não são passíveis de comprovação e confundem mentes que anseiam respostas que jamais existirão.

Não falo de filósofos e teorias, apesar de ser impossível me desvincular destes e do meu histórico de influências, dada a importância que tiveram em minha existência, não para melhor ou pior, mas que me fizeram ver as tolices em que eu me encontrei uma vez imerso, que me faziam confortável e “feliz”, mas que nunca passaram de palpites e não valem a confiança de qualquer homem, mas sim, sua revolta justificada, por ser um limite do potencial do qual todos compartilhamos e podemos explorar ao máximo para criar a essência que nossa existência tornou possível.

“A existência precede a essência”, de fato, mas sempre se buscou sentido onde não há; dar sentido a vida deveria ser o mandamento principal, não busca-lo, pois ele não existe, a vida é vazia e o confronto com o real dói, uma dor quase insuportável com que se aprende a conviver, mas nunca se elimina; a dor testa o verdadeiro caráter, que se diz ‘forte’ ou ‘resistente’ mas estas são definições limitadas por demais para significar o ‘encontrar o vazio’, e conviver com este.

Tudo se formou por ciclos, nascemos vazios, somos moldados, e então nos re-moldamos, ou então seguimos os moldes com que crescemos e nos conformamos. Eu me moldo a cada momento, precisei quebrar os contornos que me faziam “eu” no início para questionar e conviver com o fato de que não há nada que eu possa fazer para confortar a dor da existência real e vazia. Mas aprendi a conviver com ela e hoje a amo; e como amo! Não saberia retornar ao estado primitivo em que me encontrava antes dela. Pessoas como eu “não são as mais confortáveis, mas são as que movem o mundo”, as que aprenderam a amar a eternidade e o questionamento, a abraçar a dor do vazio que vem como uma pancada no meio da cabeça, rachando-a e a fazendo sangrar até não restar uma única gota do sangue poluído pelo conformismo e pelo repugnante conforto encontrado na inverdade; ah, mas como sinto saudades daquele conforto, e como sinto raiva de mim por abrir mão dele; e ainda, sinto ódio de ter sido aquilo e de hoje sentir sua falta.

Odiamos as drogas que nos tornam dependentes (nem todos, falo pelos ‘fortes’) mas como somos dependentes da necessidade! Fugimos covardemente do tédio com o necessitar, nosso vícios não mais equilibram nossas virtudes. Ou somos puritanos demais e esquecemos dos prazeres; ou seres desvirtuados e desequilibrados que se acabam mental e fisicamente em meio a busca por saciar vontades imediatas.

Faço da vida a mais bela, estou vivendo meus melhores momentos, os mais breves que serão mais lembrados. Tenho os melhores amigos e me apego aos melhores vícios, insisto em absorver as melhores virtudes - por vezes falho - e tenho a melhor família. Amo as menores coisas como a mim mesmo, e sinto ódio daquilo que as prejudica. Não quero que minhas dores sejam suas e amo tudo que é belo - seja humano ou não - a grandeza do cosmos, minha incompreensão e tudo que é passível de contemplação; não preciso mais de motivos últimos para buscar prazeres e me apegar às coisas belas da vida. Dou à ela o sentido que me convém; amei a verdade e fiz dela meu principal vício, em sua ausência não há conclusão, e quando se faz presente, mesmo com dor, é a mais bela.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sobre a necessidade - 1ª parte, Introdução.

Olá, (:

Há algum tempo venho pensando, refletindo e reunindo informações e experiências para escrever sobre um tema que me interessa excessivamente, mas, só agora resolvi jogar tudo no papel/computador. Irei produzir, por algum tempo, sem pressa ou precipitação, uma série de postagens apresentando a minha visão - embasada em teorias filosóficas e na interpretação racional dos fatos – sobre Necessidade na esfera humana, irei discursar sobre nossas necessidades físicas; os vícios que “criamos”; as implicações do necessitar na conceituação de liberdade; as necessidades que desenvolvemos para conviver em sociedade; a necessidade de religião que afeta a maioria dos indivíduos; as mudanças por que passamos ao longo do tempo, que nos fizeram desenvolver novas necessidades; as possíveis conseqüências que afligem um ser humano que tenta se livrar de certas necessidades; e o porquê de mudar conceitos pré-estabelecidos sobre o tema.
Deixo claro que poderei incorrer - em meio a estes tópicos - a outros temas relacionados, para facilitar a compreensão do todo. Discursarei do modo mais direto que for possível, visto que estou escrevendo em um blog, e o assunto proposto é passível de obras com centenas de páginas. Entre as possíveis oito partes desta proposta possivelmente escreverei sobre outros temas se me interessarem.



1ª Parte.

Inicialmente apresento possíveis conceitos de Necessidade, para que o foco da questão se torne bem definido.

Segundo o Novo dicionário Aurélio da língua Portuguesa (3ª ed. 2004) Necessidade é:

“[Do lat. Necessitate.] S. f. 1. Qualidade ou caráter de necessário. 2. Aquilo que é absolutamente necessário; exigência: (...) 3. Aquilo que é inevitável, fatal. 4. Aquilo que constrange, compele ou obriga de modo absoluto: (...)” – pg. 1391.

No dicionário Oxford de filosofia (1994), o conceito de Necessidade é tratado de maneira relativa. Vários filósofos versam sobre o tema, por vezes, de formas consideravelmente distintas. Tal fato leva a conclusões ambíguas e frequentemente contraditórias, visto que podemos considerar Necessidade no plano puramente humano e “simples”, ou elevá-lo a um conceito metafísico e indefinível de forma absoluta. Tal relatividade é freqüente em outros temas filosóficos como Verdade, Realidade, Liberdade e outros tantos. Um trecho pertinente da definição que se encontra na obra é o seguinte:

“Uma proposição é necessária se não poderia ter sido falsa (...) A explicação fundamental da necessidade de uma proposição é controversa, e há até quem duvide que essa categoria seja um auxiliar útil para o pensamento. Uma classe relativamente clara de proposições necessárias seriam as analíticas, uma vez que parecem ser ‘trivialmente’ verdadeiras. Mas as verdades aparentemente sintéticas e necessárias levantam problemas substantivos: a proposição afirma que todos os números têm um sucessor, e a proposição que afirma que nada pode parecer inteiramente vermelho e verde ao mesmo tempo, são alguns dos exemplos clássicos. (...) As teorias convencionalistas sugerem que consideremos certas proposições como necessárias por convenção lingüística. (...)” – Pg. 263.

A citação acima conceitua Necessidade do ponto de vista que constantemente vem sendo abordado por pensadores. Irei discutir o tema conforme ele se encaixa no comportamento e na existência humana, a Necessidade como instinto/auto preservação/sentido que criamos, basicamente.



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Colocadas as considerações iniciais, me despeço até o próximo post. (:

terça-feira, 18 de agosto de 2009

É notícia?

Violência! corrupção! homens-bomba! guerra santa! morrem cinco! fórmula para emagrecer! bulimia! copa do mundo! São Paulo Fashion Week! acidente trágico! desespero em templo cristão! intolerância! ignorância! falta de ética! cotas! corrupção! corrupção! corrupção! copa do mundo! morrem vinte! corrupção! guerra no Iraque! Afeganistão! Coréia do Norte! Irã! armas nucleares! Osama Bin Laden! Torres Gêmeas! bolsa família! bolsa gás! bolsa político imundo! bolsa nunca mais trabalhe! corrupção! Brasil! lixo! presidente analfabeto! corrupção! falta de investimentos na educação! corrupção! fome! guerra! assassinato! chacina! heroína! cocaína! Valium! brasileiro ignorante! Sarney! americano ignorante! alemão ignorante! italiano ignorante! manipulação! crise mundial! proibição do cigarro! presidente do Brasil! copa do mundo! esquerda! comunismo! corrupção! clonagem! globalização! correr! correr! correr! corrupção! olimpíadas! copa do mundo! corrupção! falso puritanismo! moda! massificação! influenza A! corrupção! ignorância! Jesus Cristo! corrupção! intolerância! lavagem cerebral! Edir Macedo! corrupção! dinheiro! dinheiro! crise no senado! genocídio! dinheiro! dinheiro! corrupção! Igreja Universal do Reino de Deus! piada! divindade! piada! salvação eterna! corrupção! comodismo! rebanho! piada! corrupção! desgraça! morte! dor! sofrimento! fome! corrupção! desigualdade social! intolerância! futebol! Real Madrid! Barcelona! dinheiro! dinheiro! desigualdade! fome! intolerância! morte!


Pergunto-me porque ainda lemos o jornal e as revistas, ligamos a televisão, acompanhamos o noticiário, discutimos os acontecimentos ou refletimos sobre o mundo se vemos sempre as mesmas coisas, nos frustramos com os mesmos desastres e lamentamos as mesmas vidas perdidas.

Sempre da mesma forma, no mesmo lugar e com a mesma maldita rotina. A velocidade cada vez maior da informação é a mesma velocidade com que a vida se desgasta no meio de toda essa desgraça, que não cansa de se repetir. Ansiamos por dores maiores, sensações mais constantes e vidas menos entediantes, o que demonstra como “ser” humano é fútil, como a existência é, de fato, vazia, e como a “salvação divina” é a maior piada de todos os tempos.

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Basta, vou me apegar ao conforto dos meus vícios, nesse modo de auto-destruição que adotei. O que resta é esquecer a procissão caótica que marcha lá fora. Fecho o jornal, desligo a televisão e paro com todos os lamentos, pros infernos com suas notícias e o seu lixo de informação.

de palavra a tela

pintar de palavra a tela pra ver com tinta cor de mar profundo ou céu azul pincel de pensamento que nem sempre rima em traço nem sempre firm...